No último final de semana, Júlio César falhou? Sim, e muito, e o
Corinthians está fora. Deola também e o Palmeiras caiu. Felipe, idem e o
Flamengo deu adeus ao Campeonato Carioca.
Fazendo uma análise do atual momento dos nossos goleiros, vejo que o
torcedor são paulino não vê a hora de Rogério, mesmo beirando os 40,
retornar. No Santos, Rafael foi o exemplo do “provisório-definitivo”.
Ocupou o lugar de Felipe, que saiu brigado com a torcida após discutir
pela internet ao ser chamado de “mão de alface”. No Rio, Felipe é aquilo
que todo mundo já sabe, pipoca na hora em que o time mais precisa dele.
Jefferson é o selecionável, mas que falhou nos 2 gols do Bangu na
semifinal do Carioca. No Flu, ninguém se firma. Já no Vasco, Prass
venceu a desconfiança, mas passa longe de ser um candidato para 2014.
Temos outros arqueiros, como: Fábio, do Cruzeiro, e Victor, do Grêmio,
goleiros que estão há um bom tempo em seus clubes e são candidatos à
posição para a próxima Copa.
Não temos uma unanimidade para a posição, aliás, temos apenas uma unanimidade para os 22 que serão convocados: Neymar.
Se todo bom time começa por um bom goleiro, vamos montar pelo menos um time, já que nem o goleiro estamos encontrando...
Demorei até digerir a derrota do Corinthians para a Ponte, no último domingo (22), no Pacaembu.
Não desqualifico a
vitória do alvinegro campineiro, que cumpriu (e muito bem) sua proposta
de jogo. Pelo contrário, acho que a Ponte poderia ter matado o jogo no
1° tempo, se tivesse aproveitado outras duas chances de gol que foram
criadas. Mas a forma como o, até então, invícto no Pacaembu, Corinthians
perdeu, foi o que me preocupou. Não vou negar que passou um filme na
minha cabeça das eliminações do Timão na Libertadores, na qual, com
exceção apenas de 99 e 2000, todas tiveram um vilão, um jogador que foi
“responsável” por tal eliminação. Moacir, Coelho, Kleber, Roger,
Alexandre Lopes e Guinei, são apenas alguns exemplos de jogadores que
ficaram marcados.
Se a defesa era o ponto forte da equipe corintiana, nesse domingo ficou provado que o “paredão” pode cair, e caiu.
O Adenor tem 9 dias para trabalhar isso. Não será fácil. Não é a
primeira vez que o Corinthians disputa a Libertadores com um goleiro
contestado. Nomes como Johnny Herrera, Mauricio e o próprio Felipe, que
sofre do mesmo mal de Julio César, falhar em momentos decisivos, fizeram
os pobres sofredores das arquibancadas esperarem por mais uma vez a
chegada da competição, que é uma verdadeira obsessão no Parque São
Jorge, e sentirem aquele eterno pavor que não os abandona em partidas da
Taça Libertadores da América.
O corintiano que está preocupado, assim como eu, levante o alface, ops... quis dizer a mão.
Há tempos venho desenvolvendo essa conversa com Henrique Celso, até que chegou o dia de escrever sobre este tema.
O processo de elitização na qual estamos passando vem refletindo diretamente no nosso comportamento e, sem perceber, estamos nos adaptando de forma passiva a tal mudança.
Procurando exemplos, foi muito simples encontrar. Todo esse pensamento começou a partir de uma reflexão sobre o “novo” formato nos shows de bandas “independentes”. Notei que dificilmente nos deparamos com aquela inocência em cima do palco e, consequentemente, nos bastidores destes eventos, a situação é pior. Os valores exorbitantes das entradas se assemelham ao processo de elitização do futebol, que utiliza como modelo o método adotado na Inglaterra, onde o ingresso mais barato não sai por menos que 70 pounds (aproximadamente 210,00 reais). Ou seja, tanto o frequentador de shows quanto o torcedor brasileiro tem que se planejar, caso queira acompanhar sua banda favorita ou seu time do coração no estádio.
No exemplo dos shows, há uma explicação, não justificável, mas bastante utilizada. Com a quebra do mercado fonográfico, restou aos artistas a renda vinda das apresentações e não mais da venda de cds e dvds. Veja os exemplos dos valores de festivais como Rock in Rio e SWU, sem falar no preço cobrado pelo show da Madonna, em que a produtora foi notificada pelo Ministério Público, devido à cobrança surreal de R$ 800,00 por um ingresso.
No caso do futebol, o “aceitável” é a permanência de grandes nomes da bola em solo tupiniquim, deixando o sonho de atuar no futebol europeu em segundo plano, uma vez que o salário pago pelas equipes brasileiras é semelhante (às vezes maior) ao europeu, e mesmo assim, com altos investimentos nos plantéis, os clubes continuam deixando o torcedor sem seus direitos, mesmo com o Estatuto do Torcedor em vigor, o financiador de tudo isso ainda é submetido a ingressos caros, estádios sem assentos, banheiros imundos, violência, falta de estacionamento, entre outras coisas...
Da mesma forma que somos “obrigados” a torcer por ex-jogadores em atividade que voltaram da Europa para finalizarem a carreira no Brasil, temos de engolir a volta de bandas que haviam acabado e resolveram voltar à ativa, fazendo turnê por aqui para arrecadarem uma grana fácil.
Portanto, para acompanhar a elitização, faça hora-extra em seu trabalho, economize ao sair para comer, diminua sua conta de telefone fixo, passe seu celular para pré, se vista com roupas brechó e ande com seu carro só na descida para economizar combustível. Era só o que faltava, né...
Após o jogo de ontem, deparei-me com 2 tipos de torcedores do Corinthians, que vieram conversar comigo:
TEXTO DO PESSIMISTA
Amigos corintianos vieram até mim e perguntaram se eu estou torcendo contra por não me empolgar com o futebol apresentado pelo Timão até o momento... Não. Jamais torceria contra, mas temos de ser realistas, a partida de ontem foi contra ninguém, um time sem tradição, de um país sem tradição, já eliminado da competição, que veio apenas para trocar de camisa com os corintianos ao final do jogo. O jogo foi tão fácil que me lembrou um certo 7 a 1, mas confesso que o adversário de ontem foi mais dificil... A próxima fase ainda será mole, mas a coisa começa a apertar a partir das quartas, somente dali em diante saberemos se esse Corinthians poderá ir além...
TEXTO DO OTIMISTA
Quem é melhor? Corinthians ou Barcelona? A resposta é simples: Corinthians. O Barça tem um Messi. Nós temos um Messi para cada posição. O Adenor avisa aos seus comandados que correr para ganhar de 1 ou ganhar de 10 gera o mesmo número de pontos na classificação, por isso a grande quantidade de vitórias pelo placar mínimo. Pra que correr mais? Ontem, o Barcelona correu e perdeu, e o Corinthians? Ah, o Barça pegou o Chelsea e o Corinthians enfrentou o Deportivo Táchira... O Táchira nunca ganhou a Libertadores, mas venceu o campeonato venezuelano 7 vezes, enquanto o Chelsea nunca venceu a Champions e foi campeão inglês apenas 4 vezes... Levando em consideração que o time venezuelano tem 38 anos de história, já os Blues tem uma história centenária no futebol. História à parte, pode ser de Munique, Madrid, Barcelona ou de Londres, o ROLO COMPRESSOR ALVINEGRO vai atropelar no fim do ano. Aqui não pipoca pra jogador de video game não! Ralf neles!
Nunca fui um cara boêmio. Pelo contrário. Quem me conhece sabe que não bebo e nem fumo. Portanto, não sou a melhor companhia para momentos que envolvem essas características.
A palavra "balada" sempre me causou um certo mal-estar. Balada me lembra várias situações, desde piriguetes e bobalhões que andam com seus carros tunados atrapalhando a vida alheia com o som alto (e em 99,9% dos casos tocando porcaria) até mulheres trajando social, que trata um simples passeio noturno como uma oportunidade única de expandir seu network (não se desligam do trabalho por nada, malditos workaholic!). Tem ainda aquele cara que desfila com sua camisa Armani (ou do Brás mesmo), com mangas dobradas 3/4, profissional liberal na faixa dos 40 anos que pensa que ainda tem 20... Lamentável.
Desabafos à parte, a noite do último sábado, 10, ficará marcada na memória.
Procurando um lugar para passear, a Outs, casa de shows de rock localizada na rua Augusta, foi o local escolhido. Pelo que me recordo, não vou ao local desde 2005 ou 2006. A noite seria de uma banda de Rockabilly, um Social Distortion cover e um Clash cover. Confesso que assistir a bandas covers nunca foi dos meus passeios favoritos, afinal se for para escutar o cover ao vivo, prefiro ficar em casa ouvindo o original. Mas a noite prometia ser bacana. Algo me dizia isso.
Chegando à Augusta, os mesmos problemas de sempre: trânsito, muita gente e estacionamento caro (20$).
Já dentro da Outs, que não estava lotada (havia cerca de umas 200 pessoas - a casa tem capacidade para um pouco mais que o dobro do público presente), a primeira banda subiu ao palco. Executando um rockabilly com um ar punk, Os Degolados fizeram uma apresentação do tipo que me irrita. Odeio banda que simula estar doidona no palco, com vocalista falando mole e babando a cerveja que está segurando. Sobre a música, era como algo que tentava soar como uma mistura de Replicantes com Stray Cats. Deixa pra lá...
A segunda banda tomou o palco e tinha a missão de recuperar o ânimo do público. O Social Distortion cover tinha não apenas um som redondinho, mas também um vocalista que cantava como Mike Ness e ele também parecia fisicamente com o frontman da banda californiana. Mesmo sendo uma banda cover, a apresentação foi bem legal.
Para quem conhece a Outs, sabe que os show acontecem no andar de entrada. Já no piso superior, há uma pista de dança e a discotecagem rola por lá. Ao nos dirigirmos para o segundo andar, Aline (a digníssima) e eu nos deparamos com algo que acontecia no banheiro (lá o sanitário não tem distinção entre homens e mulheres)... Primeiramente saiu uma mocinha com trajes da Alemanha, lembrando as germânicas dançarinas da Oktober Fest. Pouco tempo depois, uma mulher loira com roupas de redinhas vermelhas e pretas bem transparentes. Ambas vão até o palco e numa entrada incrível a moça de cabelos cor do sol entra em cena ao som de "U Can't Touch This", do MC Hammer! Preciso dizer que lembrei de muitos amigos, logo quando esse som começou, vale destaque para Felipe Felipote, Francisco Júnior, Bruno Zanco e Lia Maria, Thiago Albertine, Leandro Assef, Marcelo Marcelando, Kleber Mr Bassman, Thiago e Arthur Bastian, integrantes do premiado grupo de dança "Maringá Best Dancers". Foi incrível a performance da moça, que acabou deixando todos os presentes boquiabertos. Aline e eu fomos contagiados pela simpatia da mulher, que frenéticamente dançava e se despia, sem ser vulgar, e sim divertida. Ao final de sua apresentação todos aplaudiram e um grito ecoou dentro do recinto: "VAAAAAAAI CUUUUURINTIAAAAAA!" Arrancando risos de todos.
Sem deixar a petéca cair, a alemãzinha subiu ao palco tendo como trilha uma canção folclórica germânica, prendendo a atenção dos espectadores. A apresentação foi tão divertida quanto a anterior. Vale dizer que em momento algum as meninas foram destratadas e o respeito imperou. Mesmo com muitas mulheres no evento, os comentários eram positivos e todos se divertiam durante e após as apresentações.
Fechando a noite, o Clash cover começou seu show e a semelhança do quarteto paulistano com o quarteto londrino merece aplausos. Joe Strummer ficaria orgulhoso.
Já era por volta das 4 e pouco, a Augusta começava a aglomerar os "fim de feira", quando o Pedaço da Pizza foi a solução da nossa fome. Fica aqui meu registro de que não podíamos esperar por um cardápio de muitas opções, mas o pedaço de Margherita combateu heróicamente os gritos que vinham do meu estômago.
Após tanto tempo sem sair para me divertir até tarde (ou cedo), retornamos ao ABC com o dia clareando.
De lição fica: Nem toda banda que toca música própria é boa, nem todo cover é ruim e nem toda nudez é putaria.
Após uma conversa com Sir Marcelo Viegas, o mesmo refrescou minha memória que ontem, 08 de março, fez 3 anos do 1° gol do Fenômeno com a camisa do Coringão. Não pude deixar de abrir minha carteira e conferir se o ingresso ainda estava lá... Sim, ele está comigo até hoje. Desbotado, amassado, mas comigo. Recordo-me que Prudente estava em ebulição, não apenas pelo clássico, mas pelo calor infernal de mais de 40° na sombra, afinal, Prudente tem um sol para cada habitante. Também lembro de ter sido tudo sofrido, desde a aquisição dos ingressos até a entrada no estádio. Um salve para a dona Monica Costa Tenorio, que como sempre me recebeu muito bem em sua residência.
Lá estávamos nós, Felipe Epilef, Marcelo Tenório, entre tantos milhares de corintianos. Dizer que éramos maioria no estádio é redundante, pois somos a maioria em qualquer lugar.
Pra variar, não há vida fácil quando se escolhe torcer para o Time do Povo, e a situação ficou mais complicada quando Felipe, nosso goleiro na época, falhou (pra variar) e saímos perdendo.
Éramos mais time, mas a coisa não ia... Faltava liga, mágica. A expressão de apreensão estava estampada na cara de cada um dos loucos que fazem parte do bando mais fiel. Sim, corintiano não desiste nunca. Ninguém poderia representar melhor essa frase do que o gordinho que assistia impacientemente do banco a derrota do time.
Ronaldo foi chamado.
O ar de desconfiaça devido sua performance (digna de dó) com sua estréia com a camisa do Coringão pela partida na Copa do Brasil durante a semana, foi superado pela esperança depositada no maior artilheiro de todas as copas. Ronaldo pegou na bola 3 vezes. Na primeira, sofreu a falta. Na segunda, entortou a espinha de Pierre - acredito que este drible tenha sido o motivo pela qual o palmeirense tenha ficado fora do futebol se recuperando por tanto tempo - e chutou de fora da área carimbando o travessão. Como uma grande obra prima do cinema, o melhor estava guardado para o final, e quando a bola saiu em escanteio aos 47 do segundo tempo, na arquibancada sabíamos que seria o último lance do jogo. Douglas partiu para a cobrança... a zaga do Palmeiras era mais alta que a do Corinthians, mas Ronaldo estava lá. A bola passou por todo mundo, menos por ele. Ronaldo brilhou e colocou abaixo não apenas o Prudentão, mas o alambrado que hoje leva seu nome em uma bela homenagem.
Corrí demais. Subí na grade. Olhava para os lados e não acreditava no que estava acontecendo. Como um efeito matrix na vida real, havia choro e as lágrimas caíam em câmera lenta. Não ví o título de 77, mas posso dizer que foi a maior comemoração que já presenciei. Parecia o fim dos tempos. Se ganhamos o jogo? Isso pouco importa.
Hoje, exatos 3 anos depois, posso dizer que eu ví o maior (em todos os sentidos) camisa 9 de todos os tempos jogar.
Ronaldo brilhou muito no Corinthians.
Eu sei que do gol muitos se lembram, mas escutar o gol com essa narração não tem igual. Com vocês, o Pai do Gol: José Silvério.
A derrota do Corinthians para o Santos, na Vila Belmiro, no último final de semana foi aceitável. Não que o placar tenha sido justo (ou injusto), mas o fato de ter poupado tantos titulares não leva o Adenor, nem a torcida corintiana, a lamentar o resultado.
A única coisa que se pode lamentar foi a briga feia entre torcedores do Santos e do Corinthians do lado de fora do estádio.
Em campo, as oportunidades aconteceram para ambos os lados, mas em um clássico não se pode desperdiçar as chances criadas, e como diz a máxima do futebol: Clássico é decidido nos detalhes.
Se para o Santos o jogo marcava a reabertura da Vila e mais uma oportunidade de ter Neymar e Ganso (voltando à boa fase) juntos, para o Corinthians, que parecia entrar em campo para esperar o momento do juiz encerrar a partida, um empate estava de bom tamanho. Fato que não aconteceu.
Neymar não estava nos seus melhores dias, mas Muricy escalou o Peixe com força total. O Corinthians com 7 desfalques e Adriano como titular, pouco criou, mas melhorou após as entradas de Cachito Ramirez e Paulinho. No fim, vitória do Santos pelo placar mínimo com gol de Ibson.
De qualquer forma, o Timão segue na liderança do Campeonato Paulista e a cabeça dos corintianos está mesmo na partida de quarta, no Pacaembú, contra o Nacional do Paraguai. E pelo andar da carruagem, lá vem mais sofrimento... mas vai ter vitória do Corinthians.